A cidade da vitória

Estamos em Vitória de Santo Antão, a cerca de 50 km de Recife. A cidade é intitulada “A capital da Zona da Mata” do estado de Pernambuco e tem muitos pontos interessantes, várias histórias curiosas. A partir de hoje e pelas próximas semanas, a gente vai conhecer melhor a cidade da vitória.

Uma cidade polo em sua região

Vitória sempre teve uma importância muito grande pra região. As rotas dos comboios de tropeiros que vinham de lugares mais distantes no interior de Pernambuco e de outros estados sempre faziam uma parada por lá, pra reabastecer os mantimentos e descansar na descida da Serra das Russas até seguirem viagem pra Recife, também as comitivas que saíam do Recife paravam por lá antes de seguirem as rotas pro interior.

Os primeiros tempos de Vitória

Tudo começou quando o português Antônio de Braga foi morar lá com parentes e mandou construir no local uma capela em homenagem a Santo Antão, em memória da terra de onde ele vinha, a Ilha de Santo Antão, no arquipélago de Cabo Verde, também outra antiga colônia portuguesa. Isso era começos do século XVII.

À medida que ia crescendo, local foi sendo chamado de “cidade do Braga”. Mais tarde, o nome da vila mudou pra Santo Antão da Mata.

O local não parou mais de crescer até que em 1843, foi elevada à condição de cidade. Mudou de nome mais uma vez pra Vitória, a “Cidade da Vitória”, em homenagem a uma grande batalha que houve em 1645 contra os invasores holandeses, que é considerada o começo da virada da situação a favor dos luso-brasileiros, que nove anos mais tarde conseguiriam expulsar de vez os holandeses de Pernambuco.

Mas como a maioria das pessoas queria manter a homenagem ao santo, outro decreto, já no século XX, modificou o nome pra Vitória de Santo Antão, que é o que permanece até hoje.

O passado e o presente pelas ruas da cidade

Na Rua Imperial, centro da cidade, ainda é possível ver a casa mais antiga de Vitória que ainda tá de pé hoje em dia, curiosamente, com um balcão mourisco, como em Olinda.

Ela é de 1730 e está em bom estado de conservação muito por causa dos esforços do pessoal do Instituto Histórico e Geográfico da cidade.

A sede desse Instituto fica num casarão construído em 1851. Oito anos mais tarde, essa edificação serviu de hospedagem pro Imperador D. Pedro II e sua esposa, que viajavam por Pernambuco.

Nesse começo de século XXI, Vitória permanece crescendo. Com suas memórias, as marcas de feitos históricos e o avanço da modernidade.

Já começam a aparecer os típicos sinais da urbanização nos prédios um pouco mais altos que vão se levantando no horizonte. As praças e esquinas já não são tão ponto de encontro assim, como eram num passado nem tão distante.

A cidade tem Campus da Universidade Federal, Shopping Center e outras características que parecem distanciá-la de um panorama de cidade pacata, assim como era no passado, quando servia de entreposto pra comboios que vinham do interior para a capital,

Vitória parece hoje ser um entreposto entre o alardeado “progresso” e a tranquilidade de cidade interiorana.

É um lugar que realmente merece uma visita, pra quem vai a cidades como Caruaru, Garanhuns e outras. Vale a pena dar uma paradinha em Vitória e visitar alguns de seus lugares cheios de histórias e curiosidades. Muitas delas, a gente vai começar a contar pra você nas próximas semanas aqui no Reverso, então, embarque nessa e vamos embora!.

Um comentário em “A cidade da vitória

  • 24/09/2015 em 09:34
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    Ai que lugar bonitinho demais! sou louca para conhecer o nordeste e sua incrível história (sou do sul e convenhamos, a história dessas duas partes do brasil é muito diferente!). Quem sabe um dia eu não dou uma passadinha por lá? :) um beijo e obg pela resenha

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