Mil e 500 Voltas

Dou Mil e 500 voltas perguntando o que fazer. Quanto mais perguntas faço, menos consigo responder. Busco indícios nos céus, não sei o que vai se passar. Perguntei às estrelas se há algum plano astral.

Trecho da letra de “Mil 500 Vueltas”, de Nano Stern, músico (e dos bons!) chileno. Livre tradução.

Por mais contraditório que possa parecer, viajar, sair do nosso local e entrar em contato com outros que não vimos, procurar entender a origem das coisas, muitas vezes pode ser um modo de encontrar as nossas próprias origens.

 Partindo pra um plano mais prático: sim, há muitos revezes. Alguns lugares históricos, por exemplo, que são fundamentais pro entendimento da nossa realidade, não estão nas condições ideais, ou não são conhecidos completamente por pessoas que sempre viveram nos próprios lugares. Seria preciso algum tipo de conscientização pra que as pessoas se apoderem dos locais onde vivem, pra que saibam da história delas mesmas.

E, claro, há sim muita carência. As estradas e as sinalizações muitas vezes não são as melhores. Equações que não se resolvem: Está estragado por que o povo não tem consciência, não existe interesse pela conscientização, e aí, o povo não cuida. Quem perde são as próprias pessoas, eu, você… Não se deve varrer os problemas pra debaixo do tapete. Eles estão lá e devem ser expostos e até denunciados.

Por outro lado, há muita riqueza e entre elas está a gente dos locais. Pelo menos por onde andamos dando essas voltas, não houve quase ninguém que se negasse a dar alguma informação, apontando, gesticulando quase que torcendo pra que nós chegássemos aos lugares certos. Essas pessoas das cidades por onde passamos, merecem muito mais do que a realidade em que vivem.

E aqui a gente encerra essa fase de viagens, lugares e histórias. Mas não pense que acabou. Pelo contrário! A partir da semana que vem faremos uma nova viagem e contamos com a sua companhia aqui no Reverso.

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