Serras da Borborema

Serras da Borborema, na região do Brejo Paraibano. É daqui que a gente começa o ano de 2016 no Reverso do Mundo. Com os mais diferentes tons de verde, texturas, fragmentos da Mata Atlântica e cultivo de frutas e outras culturas, caminhos por dentro da mata, um silêncio que só é quebrado pelo som do vento sobre as árvores, que faz lembrar o barulho da praia. 

Borborema é nome de origem Tupi: “Porpora-Eyma”, que em português quer dizer “terra sem habitantes”. É uma formação que tem cerca de 400 KM de norte a sul, atravessando quatro estados. E, apesar do nome, ali viviam, de forma semi-nômade, várias tribos de nações indígenas, como Potiguaras, Tabajaras e Cariris.

No século XVII, época do domínio holandês no Nordeste do país, Maurício de Nassau, governador da colônia, ordenou que fossem enviadas expedições pras serras paraibanas, em busca de pedras preciosas, porém, como não encontraram nada, deixaram essas bandas do Planalto da Borborema sem estabelecer nenhum povoado por aí.

Na verdade, quando falamos em “invasão holandesa” quase tudo se refere a cidades litorâneas ou da zona da mata, num raio de pouco mais de 60 ou 70 quilômetros do litoral, quase não houve penetração dos flamengos em regiões do agreste e sertão nordestino.

Nos anos seguintes, depois da expulsão dos holandeses, os portugueses começaram a explorar essa região, fundando engenhos e entrepostos que deram origem a Alagoa Grande, Areia, Bananeiras e outras cidades da chamada região do Brejo Paraibano.

O termo “brejo” aqui não se refere a pântano, nem tem sentido pejorativo do “lugar pra onde a vaca vai“. Essa classificação se dá por conta da região ser úmida, um relevo com pontos que chegam a 600 metros de altitude e ter temperaturas que podem chegar a 12 graus no inverno.

Vamos juntos conhecer mais lugares diferentes, suas histórias e as pessoas, com seus problemas e necessidades, mas também com a riqueza de sua cultura. 2016 está só começando!

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