Sítio de Seu Reis

Sítio de Seu Reis, um pequeno parque urbano bastante arborizado. Um espaço propício pro lazer entre dois grandes monumentos de Olinda: a Igreja do Carmo  e o Mosteiro de São Bento.

Nos princípios da cidade, ele era apenas uma campina com um olho d’água nem tão volumoso assim, porém, anos depois, tornou-se uma pequena propriedade compartilhada pelas ordens carmelita e a beneditina, que ali criavam animais e plantavam hortas e pomares pra alimentação dos religiosos.

O lugar passou a pertencer a uma família, que a usava como uma chácara. Mas partir daí, as histórias sobre a propriedade vão ficando um pouco obscurecidas.

O que se sabe é que, a partir da chegada da Maxambomba, que começou a circular em 1847 e a “descoberta” de Olinda como praia de veraneio, nas primeiras décadas do século XX, esses lugares mais próximos do litoral começaram a ser ocupados de outras maneiras: mais imóveis foram construídos, outras ruas foram abertas e o terreno onde ficavam as hortas e pomares dos religiosos passou para a municipalidade.

No Sítio de Seu Reis tem até Carnaval

Hoje é um parque do conjunto histórico de Olinda. Está bem perto de grandes igrejas, de ruas habitadas e da Prefeitura (onde há a maior ebulição do Carnaval olindense) mas mantém um clima bucólico, tranquilo.

Bom, é bem verdade que algumas atrações das folias acontecem por lá, mas, no resto do ano, ele mantém um clima próprio pro repouso.

Também aconteciam atrações da Fliporto – Festa Literária Internacional de Pernambuco , em que pese, em 2015, todo o evento ter sido realizado no Colégio de São Bento, bem próximo dali, devido à crise econômica, segundo seus realizadores. Em 2016, o evento não se realizou mais.

O lugar também é apelidado de “Praça da Vitória Régia”, assim como a praça em Casa Forte, que nós conhecemos no ano passado, mas não há essa espécie no lago do parque, o que existem são outros tipos de plantas, que inclusive ajudam a despoluir o ambiente, pois carregam em suas raízes, micro-organismos que destroem as toxinas das águas.

Ensaios fotográficos e romantismo

O conjunto com pequenas pontes e do lago dá também um certo clima romântico ao lugar. Tanto é que nos sites das  casas de festa e buffets mais conceituados de Recife e Olinda é bastante comum encontrar fotos em que posam casais, gestantes, debutantes, tiradas neste parque, pois ele é perfeito pra esse tipo de imagem.

O parque fica por trás da Praça da Preguiça. É um local tranquilo pra uma boa leitura, contemplação do ambiente e há quem faça até mesmo pequenos piqueniques por lá, além dos ensaios fotográficos, claro.

Pra quem for de carro e quiser estacionar, a melhor opção é na Praça do Carmo. Há ponto de ônibus ida e volta do centro do Recife com várias opções e a entrada é gratuita.

Garanta bons momentos de lazer e descanso nesse cantinho bucólico dentro da cidade, mas quase que isolado do barulho de carros e de uma das principais avenidas da cidade, que passa por alí, bem perto.

Antes de subir pra conhecer locais como o Alto da Sé e outros, vale a pena uma parada por aqui.

4 comentários em “Sítio de Seu Reis

  • 09/05/2016 em 20:38
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    Leonardo, tudo bom? Sou estudante de Arquitetura e Urbanismo da UFPE e estou fazendo um trabalho com algumas colegas justamente sobre o Sítio do Seu Reis. Percebemos que você tem algumas informações bem ricas e agradecemos por compartilhá-las para o público, mas gostaríamos de saber se você indica alguma leitura que possivelmente contenha mais informações sobre o lugar, fonte que contribuiu para essa publicação, algum contato que possa contribuir com dados ou quaisquer outras informações que você possua acerca de. Agradecemos desde já, vlw!

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    • 09/05/2016 em 23:57
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      Oi, Juliana! tudo bem? Em primeiro lugar, obrigado por sua visita e comentário aqui no Reverso.
      Vê só, sobre informações sobre o Sítio de Seu Reis, eu reuni alguns fragmentos nesses links que já estão citados aí no artigo. Há alguns temas cujas bibliografias e demais referências infelizmente são demasiado escassas pra quem quer ir mais além da mera descrição. Quando eu coloco “A partir daí, as histórias sobre a propriedade vão ficando um pouco obscurecidas” é que realmente não há informações muto precisas. Eu fui catando, juntando as pecinhas no site da Prefeitura de Olinda. O fato de eu morar aqui já há muito tempo ajuda, a gente sempre ouve as pessoas e muita coisa colocada nos posts é composta tb em lembranças. Também faço muito cruzamento de dados, com outras publicações (existe o site do centro de estudos avançados da conservação integrada, o CECI), trabalhos acadêmicos onde há vários textos sobre história e evolução das construções em Olinda, onde aqui e ali são citados lugares menos “famosos” como o Sítio.
      Sinto dizer, mas não sei de livros ou autoridades no assunto que possam ajudar a fornecer infos técnicas, mas precisas, até pq este é um blog onde procuro “convidar” o visitante, entende? Há infos sobre a história e tals, mas a abordagem não é técnica. Ela tem compromisso com a veracidade, mas me permito incluir a fala de pessoas ou algo que dizem, claro, destacando que são coisas que “contam-se”… “de acordo com a tradição oral” e por aí vai.
      Além do Ceci, e de repositórios de teses e similares, eu sugiro uma visita ao Arquivo Público de Olinda, lá deve ter dados e infos mais específicas.
      Mais uma vez obrigado, Abç!

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  • 01/03/2017 em 12:15
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    Essas fotos são de 2016 mesmo? Estou impressionada como o laguinho secou muito rápido no Sítio de Seu Reis! Além do péssimo estado de brinquedos e ponte interditada.

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    • 01/03/2017 em 16:42
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      São sim, Cynthia. De um domingo, 6 de março e o post foi ao ar na terça, dia 8. De fato, havia uma ponte interditada com arames, ela aparece numa das fotos ou em mais de uma, se não me falha a memória. A gente aqui no Reverso, não tem esse perfil de “blog de denúncias”, se envolver diretamente com isso é pros mais fortes, mas não deixamos de mostrar e citar a necessidade de se cuidar dos espaços públicos ou abertos ao público.
      Falamos na história do local, que como você deve ter lido, vem de séculos, e no que é feito nele, no caso específico as fotos de casais e debutantes, justamente pra tentar levantar de alguma forma essa bola, de que esse lugar já vem de muito tempo e é preciso cuidá-lo.
      É preciso primeiramente parar pra olhar com mais atenção e depois exigir que seja mais bem tratado, que haja ações por parte dos envolvidos, PMO e vizinhança e se possa despertar a consiência pra importância de um lugar como esse. Pois se ele vier a desaparecer, ou virar um terreno baldio, perde todo mundo. Nós moradores e as pessoas que poderiam ter mais um ponto de visitas, lazer e aprendizado.

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