Barra de Catuama: tranquilidade entre praias e ilhas

Hoje nós visitaremos um lugar muito bonito, que tem uma localização privilegiada. A praia de Barra de Catuama: tranquilidade entre praias e ilhas em Goiana, no litoral extremo norte de Pernambuco.

Como chegar

Saindo de Pontas de Pedra, a sede do distrito, onde fica a praia mais movimentada da região, assim como as melhores opções de hospedagens, bares e restaurantes, pegamos a Rodovia Estadual PE – 001 sentido sul.

A cerca de 4 Kms de distância, você já está na praia de Catuama, que é muito bonita e vale a pena a visita. Mas não é pra lá que nós vamos, pelo menos não por enquanto. O nosso destino é a Barra de Catuama.

A diferença entre “praia” e “barra” nós percebemos depois de mais uns 10 quilômetros.

Vamos a uma praia que fica numa localidade conhecida como Ponta do Funil. Ela está na saída norte do Canal de Santa Cruz, que separa a ilha de Itapessoca e a Ilha de Itamaracá do continente, portanto, na barra do canal.

A ilha de Itapessoca

Esta ilha fica mais “em frente” à praia onde estávamos, não é muito frequentada. Rodeada por manguezais e pequenos cursos d’água, lá estão algumas indústrias (isso mesmo, indústrias!) como uma das fábricas de cimento de uma das maiores empresas do ramo no Brasil.

Barra de Catuama: tranquilidade entre praias e ilhas

Possivelmente ela teria sido usada pelos invasores holandeses como rota de acesso à Vila de Tejucupapo, lá pelo século XVII, na altura em que houve a famosa batalha, quando as mulheres do povoado lideraram um levante contra os batavos.

Praia de Atapuz

Também bem pertinho, cerca de 2,5 KM ao norte, está a praia de Atapuz. Ela possui pousadas e hotéis. Alguns deles podem oferecer como opção passeios de barcos por entre o canal e as ilhas. As tarifas devem ser acertadas no momento da contratação dos pacotes de hospedagens. Essa praia também é procurada por gente que gosta de praticar esportes náuticos, como o Jet Ski.

Ilha de Itamaracá

Um pouco mais no sentido sul e um tantinho mais afastada, está a Ilha de Itamaracá. Você reparou que escrevemos Ilha em maiúsculo, ao contrário do que aconteceu com Itapessoca?

É que Ilha de Itamaracá, assim, por extenso é o nome do município. Uma cidade que tem cerca de 25 mil habitantes e uma história secular. Aqui mesmo no Reverso, já visitamos o Forte Orange que foi construído na época da invasão holandesa do século XVII.

É lá que fica o Projeto Peixe-boi. Por isso, nas regiões vizinhas, como em Atapuz, por exemplo, com um pouco de sorte, você poderá ver até peixe-boi marinho. Esse mamífero aquático é uma espécie que vive sob o risco de extinção.

O antigo eixo do turismo praiano em Pernambuco

Essa região do litoral norte de Pernambuco já foi o principal foco de atração turística do estado no que se refere às praias até pelo menos a metade dos anos 1980. Tendo principalmente Itamaracá e também Goiana, com Pontas de Pedra como principais destinos.

A partir dos anos 1990, com a atração de indústrias, a especulação imobiliária e a construção de hotéis e resorts que atraíram turistas estrangeiros e até algumas celebridades, é que a região sul, principalmente a cidade de Ipojuca, onde fica a praia de Porto de Galinhas, ficou sendo mais movimentada. O eixo se reverteu.

Mas… enquanto isso…

Mas aqui por esses lados de Barra de Catuama, as praias são igualmente lindas, quase todas são limpas e reina a calmaria praticamente o ano inteiro. A exceção é Pontas de Pedra, pela sua concentração de pessoas, bares, pela sua intensa movimentação.

Há alguns piers e pontes de madeira por onde passam moradores, você pode também passear entre eles e admirar a linda vista. Se curte fotografia, este é um lugar privilegiado, pois as duas ilhas, mais a boca do Canal de Santa Cruz, onde ele se encontra com o mar, estão bem perto.

A areia é um tantinho grossa, isso porque há muitos restos de cascas de mariscos e crustáceos no local.

Aqui, como em quase todos os cerca de 18 KM do litoral da cidade de Goiana, talvez exceto em alguns trechos mais movimentados das praias em Pontas de Pedra, é um local onde há muita atividade pesqueira artesanal, aquela que provem a sobrevivência das famílias e também algum recurso extra com o pescado, que pode ser tanto vendido em feiras, como também em bares e restaurantes compondo pratos típicos como a caldeirada e vários outros.

No canal é muito comum ver o movimento de embarcações a passar de um lado pro outro, ou então ancorados mesmo, pudemos notar a presença de pescadores fazendo manutenções em motores e na vedação dos barcos.

A calmaria só é quebrada com a passagem de alguma lancha ou jet ski, o que nem chega a comprometer tanto a paz que se sente estando em um lugar como esse.

Pois a Barra de Catuama é assim. Um pedacinho de tranquilidade, contato com a natureza em meio a um cenário muito belo. Com ilhas, praias e muitos atrativos pra relaxar, curtir uma manhã ou um entardecer, que são os melhores horários pra se estar lá, e voltar pra casa revigorado, com a mente um pouco mais tranquila pra enfrentar a rotina.

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