A lenda do romance dos índios na Praia do Amor

A Praia do Amor é bem pertinho do centro do distrito de Jacumã. Dependendo de onde estiver hospedado, dá até pra ir andando até lá.

Se o seu local de hospedagem não for assim tão perto, você não quiser ou não puder caminhar, os acessos são muito simples. Basta pegar a Rodovia PB – 008 no sentido de volta ao centro de Conde e acessar uma rua por trás de um posto de gasolina. Depois do posto, o caminho é de terra.

Se você estiver em João Pessoa, o acesso é pela Avenida Panorâmica, que passa pela região da Ponta do Seixas, seguindo pela rodovia estatual PB – 008, sentido sul. A distância é de 24,5 quilômetros.

Há também veículos que levam as pessoas desde as praias de Cabo Branco ou Tambaú, os preços podem ser negociados e muitos motoristas buscam e deixam as pessoas na frente dos locais onde estão hospedadas.

Um encontro muito especial

Antes mesmo de chegar, conhecemos o Sr. Jorge, que se auto intitula um dos mais antigos moradores daquela área do finalzinho de Jacumã.

Ele nos mostrou umas peças de artesanato que faz com cascas de amendoeiras. Essas árvores são bastante comuns não só no litoral da Paraíba como em toda a região da zona da mata do Nordeste. As árvores mais velhas têm a casca mais grossa e é com elas que o Jorge esculpe, com a ajuda de pequenos instrumentos metálicos, casinhas minúsculas, entre outros motivos.

O comerciante e artesão nos contou uma história, uma lenda que segundo ele, explica os porquês da peculiaridade da pedra, e do próprio nome da praia.

A lenda do romance dos índios na Praia do Amor

Sr. Jorge achou que era reportagem pra televisão, ou que íamos fazer um filme, coisa assim. Expliquei que estávamos ali fotografando e que seria legal conversar pra que as pessoas ficassem conhecendo as suas histórias, e que isso tudo ia sair no blog. Como ele pareceu não entender exatamente o que era um blog, eu disse então que era um trabalho pra Internet.

A seguir não houve resistência, desconfiança ou má vontade nesse senhor, muito pelo contrário. Ele gostava de falar. Então, explicadas as nossas intenções, ele nos contou sobre a tal lenda:

Nos tempos imemoriais, muito antes da chegada do homem branco, tribos indígenas dos Tabajaras habitavam o lugar.

Certa feita, um rapaz, índio dos Caetés, se perdeu do grupo com quem caçava no litoral norte de Pernambuco, indo parar no sul da Paraíba.

Seguindo pelas praias adentro, ele encontrou uma índia Tabajara e foi amor à primeira vista.

Só que como esse romance entre índios dos dois povos não foi muito bem-visto pelos mais velhos, os jovens, que realmente estavam muito apaixonados, resolveram viver juntos na praia e ali se casaram.

Um dia, o rapaz, que havia feito uma canoa com troncos, se lançou ao mar pra pescar e as correntezas o levaram pra longe da praia. Ele não voltou nunca mais.

A índia, desolada, depois de se cansar de procurar, perdeu as esperanças e se sentou numa pedra. Se pôs a chorar, não parou mais. Ainda viveu até a velhice carregando aquela dor no peito. E de tanto chorar, suas lágrimas fizeram um buraco na pedra. Que hoje é conhecida como a Pedra do Amor.

praia do amor

O buraco na pedra alimenta outras crendices populares: Quem passar por debaixo dele, sendo solteiro, logo arranjará companhia. Se for casado, a união não se desfaz mais.

Pelo sim, pelo não, muita gente passa de um lado pro outro, na esperança de realizar o desejo de seus corações.

Mas o que não é lenda nem crendice popular, é a beleza da praia.

Além da pedra do amor, existem outros grandes fragmentos de recifes que parecem disputar os espaços com as ondas, principalmente quando a maré vai enchendo. A areia é macia e as águas são limpinhas.

A “Prainha” e um caminho alternativo

Para além das pedras, na direção norte, você pode ter acesso à prainha, uma pequena baía onde as pessoas costumam ficar debaixo de guarda-sóis, tomando uma gelada em pequenos bares do local. As crianças também podem ficar por perto sem maiores problemas e é certamente uma ótima opção para uma manhã.

Se você tiver disposição, pode entrar por um caminho entre a parte de mata que há acima da arrebentação. Ele não é inseguro e não exige nenhum conhecimento de trekking (caminhada em lugares de florestas ou terrenos rochosos). Todo o tempo, pode-se ver pessoas atravessando de um lado pro outro, entre a prainha e a parte das pedras.

Porém, se você realmente não tiver como fazer o caminho, uma maneira que tem de ir até a prainha é de carro, retornando pelo mesmo lugar de onde chegou e entrando em uma rua de chão de terra após o posto de gasolina.

A praia tem lendas, histórias, beleza e local pra lazer. Quando for à Paraíba, não esqueça de passar algumas horas nessa verdadeira jóia do nosso litoral.

 


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